quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

na procura de casas, encontramos a praia





Ontem encontramos o nosso pesquisador-orientador por aqui, ele nos levou para procurar casas... Procurando casas, conhecemos e nos encantamos a cidade , que é muito maior que pensávamos (cerca de 300mil hab.).
Procurando casas, encontramos a praia. Vazia, areia branca como neve e água em tons diferentes de azul. Ainda que não seja nosso lugar de morar por ser um pouco longe das escolas e do instituto, certamente será um de nossos lugares favoritos.
Procurando casas, encontramos um amigo por aqui, o paciente e hospitaleiro professor Cañas, que passou com nós o dia todo, nos levo até na sua casa para conhecer a esposa e tomar um café. Algo meio raro na América... (se bem que ele é costariquenho).





terça-feira, 5 de janeiro de 2010

primeiros dias... frio e grandes liquidações...




A cidade é linda. Completamente plana e bem arborizada, tipicamente americana. Limpa, organizada e muito bonita. A grande surpresa é o frio: temperaturas negativas não eram esperadas. Os casacos grossos ficaram no Brasil, na expectativa de encontrar uma cidade litorânea como Floripa, com seu inverno ameno e suportável.



Bem, de Floripa, alguma lembrança, talvez do calçadão da beira mar norte à beira da água... o cenário é sempre lindo.



O frio e a falta de um carro, em uma cidade em que tudo é longe de tudo, nos "obrigou" a conhecer o shopping de Pensacola. Lá, algo parecido com um Iguatemi, nos deparamos com a maior liquidação do semestre. Aí foi muito mais que casacos e cuequinhas...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

uma viagem inesquecível. Companheiros de viagem: Ugo e Olga


As imagens falam por si...
depois de mais 5 horas de espera: a grande aventura. Primeiro, mais uma inspeção minunciosa de tirar casacos, cintos e sapatos; depois a espera numa sala de embarque que já dava uma ideia do que seria. A sala minúscula, no que poderíamos chamar de porão do aeroporto de Miami.
Tentando enxergar o avião, a expectativa quanto ao que seria, não dava para ver.
Finalmente, chamado o embarque e pode-se ver o jumbo que nos levaria a Pensacola, com direito a escala em Tampa. O piloto avisou que pegaríamos uma tempestade a caminho de Tampa, lá o tempo estava fechado e poderia ser uma pouco turbulento.
Fazia calor, dentro e fora da aeronave, as poltronas não eram juntas, mas era como se fosse, pois a largura total era certamente em torno de 1,2 m, nada mais. O avião decola e o que ali se sentiu não pode ser reproduzido nem pelas montanhas-russas mais radicais da Disney; não, aquela era uma aventura radical única. A sensação era de estar dentro de um daqueles aviõezinhos em que os Blue Angels começaram suas ousadias acrobáticas, estar lá sentada e olhando para a hélice girando e rezando para que ela não parasse é algo para lembrar, ou esquecer.
Aquilo era só o começo. Veio a tempestade. Então, o avião cruzava com dificuldade as nuvens pesadas e cinzas, a sensação de que as hélices podiam quebrar a qualquer momento era assustadora, aí vinham trovoadas, a turbulência, .... e o pavor.
Dali para diante, só se ouvia o barulho dos saquinhos de vômito a postos e se prestasse bastante atenção, o murmurar de orações e exercícios de relaxamento. Enfim, cada um na sua luta para fazer calar o grito de "quero descer!".
A escala em Tampa foi corrida, era sair do avião, ir ao banheiro e voltar; sem tempo para parar e pensar em desistir, em tomar um ônibus. A escala serviu para recorrer a um Dramin, que veio tarde demais para a viagem até aqui e cedo demais para fazer efeito tão rápido quanto precisávamos.
Retornamos ao avião e desta vez sim, a Olga e o Ugo embarcaram. Talvez tenha sido a água tomada com o Dramin. Mais uma hora e meia. Mais tempestade, mais turbulência, saquinhos de vômito extras... mais pavor. Agora, era perceber que cada minuto a mais de viagem era minuto a menos de viagem, aguentar, respirar fundo e aguentar até o fim.
E no fim:
"Esperamos que tenha aproveitado a viagem e obrigado por viajarem com Gulfstream Airlines"

domingo, 3 de janeiro de 2010

Da viagem.... entre tempestades e novas medidas de segurança






A viagem começou em Poa. Lá pegamos um avião da Tam até Guarulhos no Rio. Poa-Rio, tudo bem, almoço básico da Tam: sanduíche de mortadela, na campanha "sabores do Brasil".



Chegada ao Rio, tudo Ok, bagagem já despachada até Miami. Aeroporto vazio, estranho, quase abandonado no tempo. Almoço em um Bob's a cara do aeroporto, sujo, mal servido, pobre... muito pobre. Decidiu-se entrar para a área de embarque internacional na busca de cadeiras confortáveis, segurança e dutyfree.



1º susto: tudo bem com os detectores de metal. Na polícia federal, Marli e Marco, tudo bem, "boa viagem". Stefanie com todas as crianças foi chamada para a salinha do delegado para um particular. Quando ela entra, quem quase enfarta é a Marli, do lado de fora. O delegado queria saber das autorizações, queria cópia dos passaportes de todas elas - as quais tinha por mero acaso, pois em nenhum lugar está posto que seriam necessárias, e compreender a composição familiar tão peculiar. Era preciso apresentar as autorizações originais: uma do pai da Vicky, uma do pai do Oscar e explicar porque não havia autorização para o Leonardo.



Tudo esclarecido, o delegado retém as autorizações - importante que no juizado de menores do aeroporto, onde elas forma feitas, a juíza insistiu que a polícia federal NÂO poderia reter as autorizações, mas vá questionar a polícia federal, né?



Fora da sala, Marli com o coração aos pulos, já achando que ficaríamos por lá mesmo.Mas , por fim: "boa viagem".



Sala de embarque internacional vazia, pleno ano novo no Rio, não poderia ser diferente. Freeshop aberto, a perdição: liquidação da Gap e balas, muitas balas importadas....



Depois de longas 5 horas espera, finalmente o embarque, e começa a saga das novas medidas de segurança:



1ª etapa, revista completa com detector de metal, até as crianças pequenas de braços e perninhas abertas sendo revistadas na busca de armas terroristas. Dois metros adiante, revistas nas bagagens de mão, a mochila do Ben10, lotada de brinquedos, completamente revistada. logo ao lado, todos tirando os sapatos, inclusive os mais distintos como o professor Moreira, por sorte, nehuma meia furada e nada de chulé - isso seria humilhante. tudo isso bem na entrada do avião, naquele túnel, com as comissárias aguardando com seu sorriso pronto e desejando uma boa viagem.



Tudo acomodado, poucas bagagens de mão, afinal só uma por pessoa era permitida. Voo ótimo, chegada em Miami 4h am local (-3 que no Brasil).



2ª etapa: desembarque em Miami. Mais detectores de metal e, finalmente, a tão assutadora imigração. Pouca gente, poucas perguntas, tudo certo...



Mais adiante, mais um policial olhando as declarações,;olha para Marco e Marli e pede que vão à salinha da policia federal americana. Agora, é a vez do Léo quase enfartar, pensando na possibilidade de ver sua maravilhosa Vó marli em cana na América. O que teria havido? Dava para imaginar a situação cardíaca da própria Marli nessa situação.



O resto da família, já do lado de fora, na zona pública do aeroporto vivendo o suspense da espera, olhando para uma porta de vidro, angustiados para ver vó marli e vô marco sairem livres por ela. Sem celular, sem saber o porque da demora...



Finalmente eles aparecem, perguntas de rotina sobre a declaração de dinheiro com que entravam no país, tudo bem; educadamente inquiridos, sem problemas. Na revista, porém, ambos tiveram que revelar, um ao outro, o quanto traziam consigo. E para a surpresa de todos, não era só a Marli que não havia revelado tudo para o vô Marco, tendo que apresentar o rolinho de dólares dentro de uma niqueleira no fundo da bolsa, sabe, para caso de emergência; a supresa é que ele também tinha mais dinheiro que revelara (para ela) - melhor nem comentar...



Agora, todos em Miami... a viagem para Pensacola merece postagem própria....



Dos objetivos da viagem...






A Aida a Pensacola faz parte de um sonho: o de morar mais uma vez no extrior. A ida resulta de uma ação conjunta das matriarcas do clã Moreira, Marli e Vevi. Para Marli, reviver a experiência americana, agora sem os compromisso tão mais rígidos de outrora, também sem os 4 adolescentes, sem a condição de responsável portudo e todos; enfim, menos estresse e quem sabe, a possibilidade de um livro publicado na América. Para a Vevi, estar na condição de doutoranda e viver a experiência cadêmica americana. Para os acompanhantes, Vicky, Léo e Oscar, mal sabem eles, viver experiência de ser o estranho, de ser outro, numa cultura quem não a deles, aprender inglês, aprender que existem outras culturas, que elas devem ser respeitadas e, por fim e talvez principalmente, tornarem-se mais autônomos, mais solicitos, mais polidos... também mais amigos, mais parceiros... aprender para a vida e ser feliz.